SeaWorld anuncia fim de espetáculos com orcas

                                                                                                                  

 

A empresa de parques temáticos SeaWorld anunciou nesta quinta-feira (17) o cancelamento de seu programa de espetáculos com orcas após anos de polêmica e dará aos visitantes a possibilidade de ter experiências mais "naturais" com esses cetáceos.

Segundo o comunicado, o SeaWorld não libertará as orcas por considerar que elas já não se adaptariam à vida selvagem. O parque garantiu que esta decisão foi tomada porque a "sociedade está mudando", e lembrou que não captura animais selvagens há quase 40 anos.

Após saber da notícia, a organização de proteção de animais Peta disse em comunicado que o SeaWorld deve abrir seus "tanques ao oceano para permitir que as orcas possam ter uma vida fora de suas prisões". "O SeaWorld deu um passo à frente, mas devem vir outros. A Peta pede para as pessoas de todo o mundo que mantenham uma campanha forte para todos os animais".

As orcas do parque permanecerão nas instalações dos Estados Unidos, em Orlando (Flórida), San Antonio (Texas) e San Diego (Califórnia), onde protagonizarão "novos e inspiradores encontros" com os visitantes.

                                               

Esta nova atração, mais "natural", deixará de lado o espetáculo para se concentrar em um compromisso de "educação, pesquisa de ciência marinha e resgate destes animais marítimos".

A companhia indicou que selou uma aliança com a organização de defesa dos animais Humane Society, que servirá para educar os visitantes sobre o bem estar e a conservação da "vida selvagem e dos lugares em que vivem".

O novo projeto estreará no parque de San Diego em 2017, e será levado a San Antonio e Orlando em 2019.

A empresa que viu como os números de visitantes nos parques diminuíram depois da estreia do documentário Blackfish , dedicado à orca Tilikum, que fala da morte de três pessoas, avalia que o documentário contribuiu para que 400 milhões de pessoas conhecessem de perto esta espécie.

Tilikum matou em 2010 uma de suas treinadoras, a terceira desde que o animal chegou ao parque de Orlando há 23 anos.

O SeaWorld anunciou recentemente que a saúde de Tilikum está se deteriorando, ao se aproximar de uma idade limite para estes animais marítimos e que sua conduta cada vez é "mais letárgica".

                                               

O parque considera que pelo tamanho que tinha quando foi capturada em 1983, Tilikum tem 35 anos, muito perto do limite da espectativa de vida das orcas machos.

Segundo a organização especializada About Whales and Dolphins, em dezembro de 2015 havia 56 orcas em cativeiro, 23 capturadas nos oceanos e 33 nascidas em cativeiro em pelo menos 12 parques marítimos na Argentina, Canadá, França, Espanha, Rússia, Japão e Estados Unidos.

 

Redação| Notícias Terra

 

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