Com novo nome, feira de crochê e macramê acontece em shopping de Salvador até o dia 28 de março
Realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), em parceria com o Shopping Center Lapa e a Bocazul, o Festival Entre Fios acontece até o dia 28 de março no estabelecimento comercial, localizado no Centro da cidade.
Com venda de peças em crochê e macramê, além de linhas e materiais Bocazul para quem quer criar suas próprias produções, o festival é realizado na Praça de Eventos, no 1º piso do shopping, sempre das 9h às 20h.
A iniciativa integra a Expo Mulher, iniciativa desenvolvida pela SPMJ para incentivar o empreendedorismo feminino em Salvador, valorizando o artesanato e fortalecendo a geração de renda.
A coordenadora da Expo Mulher, Cris Xavier, explica que, anteriormente, o evento era chamado de Crochêfeira, mas o nome foi modificado com a chegada de artesãs especializadas em macramê. “É isso que a SPMJ se propõe a oferecer, unindo essas mulheres que trabalham com fios para ter essa oportunidade e visibilidade. O Center Lapa e a Bocazul, que é uma indústria de fios, patrocinaram esse evento, para que elas pudessem construir suas peças e vender”, afirma.
As expositoras estarão fixas no local até o dia 28 de março, sem rodízio entre si. Participam da atividade 12 mulheres, entre crocheteiras e macrameiras. “Além da feira, teremos oficinas de crochê para iniciantes, com a primeira aula na quarta-feira; e no sábado teremos crochê avançado. Na próxima semana, teremos oficinas de macramê. Acho importante fechar o Mês da Mulher dizendo que as oportunidades devem ser dadas e incentivando cada vez mais a autonomia financeira das mulheres”, conclui.
Oportunidade – Moradora de Mussurunga, Josy Bento de Oliveira, de 39 anos, conta que empreende há dois anos e descobriu a Expo Mulher através de uma amiga. Ela confecciona sandálias com tiras de crochê no lugar das famosas tiras de borracha.
“Para mim, tem sido bem gratificante. É uma forma de nos ajudar, nos impulsionar a continuar empreendendo, trazendo uma renda extra para dentro da nossa casa. O pessoal está gostando muito, elogiando a feira e o trabalho de todas as artesãs”, relata Josy.
Nascida em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, mas moradora do bairro do Costa Azul, a crocheteira Rosana Ventura, de 46 anos, começou a confeccionar brincos inicialmente para uso próprio, pois não achava onde comprar.
“Comecei a fazer, as amigas gostaram, aí pensei: preciso começar a expor de alguma forma. Então outro dia, passando por aqui, vi as meninas. Fiz o contato, tinha algumas peças para pronta entrega e participei, foi uma junção de acontecimentos. Vendo brincos pequenos, grandes, coloridos, de uma cor só, para todos os gostos, e as pessoas gostam muito”, afirma Rosana.
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