Palestra em escola municipal ressalta importância da Guerreira Zeferina
A história do bairro de Periperi e a biografia da escrava Guerreira Zeferina foram o tema da palestra ocorrida na Escola Municipal Guerreira Zeferina, em Periperi, na última sexta-feira (25). A atividade faz parte da programação pelo Novembro Negro e do Planejamento Político Pedagógico (PPP) na instituição de ensino.
A diretora da unidade, Ana Beatriz Santana, explicou que a iniciativa visa gerar conhecimento para os participantes acerca do bairro de Periperi e do Conjunto Habitacional Guerreira Zeferina, que leva o nome da líder quilombola que lutou pela liberdade no Subúrbio Ferroviário, no século XIX, e dá nome ao local hoje.
“Desde 2019 criamos momentos de pesquisas e estudos para todos os funcionários terceirizados e servidores da rede municipal que desenvolvem atividades trabalhistas na escola. Essas atividades têm o objetivo de ampliar os conhecimentos de toda a equipe técnica e pedagógica e promover um enriquecimento no currículo desses profissionais, favorecendo automaticamente o processo de ensino e aprendizagem dos nossos discentes”, destacou Ana Beatriz.
Além das palestras voltadas para o quadro de funcionários, outras iniciativas são feitas na instituição. “Desenvolvemos atividades inerentes ao currículo proposto pela rede para o segmento educação infantil e ações voltadas aos projetos institucionais. Já foram abordados aqui diversos temas, como alimentação saudável, sustentabilidade, nossa identidade, a saúde física da criança e o projeto mente e corpo”, contou.
Ao decorrer do ano, cerca de quatro formações para funcionários, através de palestras, acontecem na instituição de ensino. Atualmente, a escola atende 185 alunos, dentre turmas parciais e turmas em regime integral.
História – O Conjunto Habitacional Guerreira Zeferina, situado no bairro de Periperi, na região do Subúrbio Ferroviário, completou quatro anos em abril deste ano. A localidade, que até 2018 era conhecida como ‘Cidade de Plástico’, passou por uma das maiores intervenções urbanas e sociais da história de Salvador e abriga atualmente mais de 250 famílias, que vivem em condições dignas de moradia.
Antes de 2018, a comunidade Guerreira Zeferina era marcada pela carência e falta de estruturas básicas. A área de 20 mil m² foi alvo de transformação urbanística e recebeu um amplo conjunto habitacional, composto por apartamentos distribuídos em 10 prédios, com dois ou três quartos. Além disso, o conjunto dispõe de 20 moradias adaptadas, para pessoas com deficiência.
No local também foram construídos uma escola, que atende crianças de dois a cinco anos em ensino integral; campo de futebol; centro comunitário, miniquadra; boxes comerciais; espaço de convivência e lazer; calçadão de acesso à praia; deque; e estacionamento.
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