Publicitária baiana é espancada dentro de casa de shows em Portugal

Uma publicitária baiana, identificada como Jacqueline Ferreira, 27 anos, foi brutalmente agredida dentro de uma casa de shows na cidade de Porto, em Portugal, no último dia 7 de fevereiro. Ao site do Bocão News, a brasileira que mora no país europeu relata que além de ser atacada por uma mulher identificada apenas como Adriana dentro da Villa Porto, próxima aos Aliados, ela também foi agredida por um segurança.
 
À reportagem, ela detalha que no momento da agressão estava sozinha e totalmente desprevenida. “Ela me agrediu brutalmente sem motivos aparentes, me atacando com unhas no pescoço, batendo a minha cabeça contra o chão. Pessoas ao redor ajudaram a tirar ela de cima de mim e um rapaz me protegeu com os braços, me abraçando com os braços ao redor da minha cabeça, onde ela mais me atacava”, lembra.
 
 
Ainda de acordo com a publicitária, depois de apanhar, ela ainda tentou entender o motivo da agressão. “Quando ela saiu, eu  questionei o rapaz que estava comigo sobre o ocorrido e se ele conhecia ela ou se tinha visto algo e nada ele soube dizer. Pedi para que ele me acompanhasse e me ajudasse a procurar a minha amiga. E ele me acompanhou,  não encontrei a minha amiga, e então sentei com ele no caminho da casa de banho, para tentar me acalmar, pois não queria ficar sozinha ali. Depois de alguns minutos, uma segunda menina, loira, de olhos claros, usando preto e com a altura aproximada de 1,60m e pele branca acompanhada com um segurança apontou para mim e disse que eu estive numa briga com ela. Na mesma hora neguei e disse que nunca a tinha visto antes. E o rapaz que estava comigo também não a reconheceu”, relata. 
 
E continua: “mesmo assim acompanhei o segurança e a rapariga até a entrada da casa de show. Lá na entrada da nightclub, a menina confessou que não tinha sido com ela e sim com a amiga dela, mas que ela queria entender o que tinha acontecido. Pedi então para que ela chamasse a amiga dela, para que eu também pudesse entender. Após um tempo, a rapariga que me atacou veio ao encontro, onde estávamos próximos a saída da casa. Ao ser interrogada pelo segurança, o mesmo mostrou-se conhecer a rapariga que me agrediu, chamando de Adriana e pacientemente a colocou para fora,  uma vez que ele identificou as marcas e o sangue pelo meu pescoço. Eu estava em estado de choque, sozinha e o segurança me impediu de ir em busca da minha amiga que ainda estava na pista de dança”. 
 
Ela detalha também que o segurança também a impediu de ir ao bengalinha pegar seu casaco e foi publicamente mal tratada pela casa de show. “Mesmo depois de contar claramente e sem me exaltar o que tinha acontecido, na intenção de entender o que estava acontecendo. Um dos seguranças me acompanhou até a porta da entrada da Villa Porto, sem necessidade nenhuma. Não tive como procurar a minha amiga.  Eu não sabia o que fazer. Ao imaginar que gravei um vídeo, o segurança me agarrou pelos braços usando de demasiada força, falando para mim que antes eu estava me sentindo toda corajosa ao gravar vídeos e agora eu ia enfrentar as consequências”. 
 
Jacqueline lembra que mesmo sabendo do risco que ela corria, ainda assim ele a expulsou. “Cedi e fui para fora da casa de show. Lá fora, a segunda agressão ocorreu. A mesma menina me bateu no ombro dizendo ‘foste tu que procurasse confusão comigo lá dentro’, sem me dar tempo de pensar ou reagir, estava visivelmente em choque e totalmente vulnerável, fui novamente agredida. Ela estava acompanhada com umas 4 ou 5 amigas e eu estava sozinha. Ela me agrediu na cabeça incansavelmente e logo cai ao chão. Mesmo no chão, ela continuou a me agrediu com suas mãos. Eu estava com o meu celular em minha mão direita pois tentava contatar a polícia,  e o que fiz foi levantar os braços com a intenção de proteger o meu rosto dos ataques que estava sofrendo”. 
 
Na ocasião, outros dois desconhecidos que estavam do lado de fora da casa ajudaram a brasileira, levando ela para dentro da casa de show. “O mesmo segurança tentou impedir a minha entrada sem piedade,  e desesperadamente eu consegui entrar e me proteger por mais um tempo. O segurança usou de demasiada força novamente e me carregou para fora da festa mais uma vez. Neste momento me desesperei mais do que já estava e pedi humilhantemente para que alguém pelo amor de Deus me colocasse dentro de um táxi e não sozinha lá fora de novo com aquela mulher ainda ali. Entrei no táxi e a mulher ainda assim tentou abrir a porta do táxi no qual eu estava tremendo dos pés à cabeça e sem saber o que fazer”. 
 
A baiana afirma que a casa de shows agiu com descaso diante da situação. “Me senti completamente humilhada e apavorada com toda a situação. Sinto-me com medo a todo instante”, conta. Apesar do ocorrido, ela continua morando no país onde também trabalha.

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