Jair Bolsonaro faz primeiro pronunciamento em Rede Nacional como presidente eleito

FOTO: REPRODUÇÃO
O presidente eleito do país Jair Bolsonaro falou em rede nacional, para emissoras de rádio e televisão do país. Antes de ler o discurso escrito, houve um rápido momento de oração, puxado pelo senador Magno Malta (PR), integrante da bancada evangélica e aliado do presidente eleito. Nesse segundo pronunciamento, Bolsonaro voltou a agradecer a Deus e ao povo brasileiro e falou dos diversos compromissos assumidos.
"O que ocorreu hoje na urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos foi fazer um governo decente. Nosso governo será formado por pessoas com o mesmo propósito de transformar nosso país em uma grande, livre e próspera nação. Trabalhermos dia e noite para isso", afirmou.
Em seguida, defendeu as liberdades de empreender, política, religiosa e de informar e ser informado. Bolsonaro disse que "não existem brasileiros do Sul e do Norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação". Ao se dirigir aos jovens, ele disse que vai governar "com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição".
Federação
Bolsonaro falou também em "desamarrar" o Brasil e disse que vai descentralizar a liberação de recursos para os municípios. "Os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Precisamos de mais Brasil e menos Brasília".
Economia
O presidente eleito prometeu reduzir o tamanho do Estado. "O governo dará um passo atrás, reduzindo sua esturutura e cortando privilégios, para que a sociedade dê muitos passos à frente". Afirmou que terá compromisso com o emprego, a renda e o equilíbrio fiscal. O pesselista defendeu o direito de propriedade e falou em "quebrar o ciclo vicioso do crescimento da dívida [pública]". Ele disse que é preciso eliminar o déficit primário "o mais rápido possível e converter em superávit".
Política externa
Bolsonaro fez referência à política externa do país e disse que vai libertar o Itamaraty do que chamou de "viés de esquerda": "O Brasil deixará de estar apartado das nações desenvolvidas", afirmou.
Ao ser questionado por um repórter que mensagem ele teria para o conjunto de eleitores, inclusive os que não o elegeram, Bolsonaro prometeu trabalhar pela pacificação do país. "Vamos pacificar o Brasil e, sob a Constituição e as leis, vamos construir uma grande nação", afirmou.
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