Profissionais do 16º Centro de Saúde de Salvador reforçam desafios para engajar homens na prevenção do câncer de próstat

Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado na última segunda-feira (17), o 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, em Salvador, se manifestou para conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Em pleno Novembro Azul, a ação reforça um dos maiores desafios enfrentados pela equipe multiprofissional da unidade: quebrar tabus históricos que afastam os homens do cuidado com a própria saúde.

Profissionais do centro relatam que a resistência em procurar atendimento e realizar exames preventivos ainda é um obstáculo constante. Segundo Luana Rangel, enfermeira integrante da equipe de saúde, essa barreira cultural impacta diretamente na detecção tardia da doença, que tem altos índices de cura quando diagnosticada precocemente.

“Há um tabu muito forte quando se fala em prevenção masculina. Muitos homens só chegam à unidade quando já estão com sintomas avançados, o que dificulta o tratamento. Nosso trabalho diário é mostrar que o cuidado é um ato de responsabilidade consigo e com a família”, afirma a profissional.

Outra membro, a também enfermeira Eleneide Souza, que coordena o Ambulatório, destaca que a estratégia da unidade tem sido investir em acolhimento humanizado, escuta ativa e ações educativas voltadas para esse público. “Quando os homens entendem que aqui não é um ambiente de julgamento, mas de cuidado, eles começam a se sentir mais confortáveis. A prevenção precisa ser encarada como parte natural da vida adulta”, reforça.

Sob gestão da Fundação Fabamed, o 16º Centro, localizado no bairro Pau Miúdo, mantém ações contínuas de educação em saúde, acompanhamento clínico e incentivo à realização de exames preventivos. A instituição reforça que o atendimento humanizado é a chave para reduzir estigmas e aproximar o público masculino dos serviços de saúde.

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil e, segundo o INCA, mais de 75% dos casos podem ser curados quando descobertos no início. Por isso, o centro defende a necessidade de ampliar discussões, desmistificar o tema e incentivar os homens a adotarem uma postura ativa em relação à própria saúde.

A unidade mantém programação ao longo do mês, reforçando a importância do cuidado integral, do acesso à informação e do combate ao preconceito que ainda envolve a saúde masculina.
 

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