SAÚDE: R$ 3,5 milhões em comprimidos são jogados no lixo pela SESAB

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Cerca de R$ 7,1 bilhões são gastos por ano na compra de remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas um relatório inédito apresentado pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostrou que boa parte desses medicamentos vão direto para o lixo. De acordo com o estudo, 11 estados e o Distrito Federal descartaram uma grande quantidade de remédios entre os anos de 2014 e 2015. Validade ultrapassada e armazenagem incorreta são algumas das causas que estão entre os descartes que gerou um prejuízo de mais ou menos R$ 16 milhões aos cofres públicos do país. A Bahia aparece em segundo lugar entre os estados em que houve descarte, seguida do Amapá, Ceará, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Entre 2013 e 2014, cerca de 200 mil comprimidos de Olanzapina (usado no tratamento da esquizofrenia) foram jogados fora. Por um suposto erro de planejamento da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SESAB), os remédios foram comprados e acabaram vencendo antes que os pacientes baianos pudessem utiliza-los. No total, R$ 3,5 milhões foram perdidos em comprimidos fora da validade.

No caso da Bahia, um simples controle do estoque teria evitado o problema. Como a demanda por determinados remédios vária, as farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) têm o direito de devolver medicamentos armazenados por elas até 15 dias antes da data de vencimento dos lotes. Feito o pedido, o material é trocado sem qualquer custo para o contribuinte. No entanto, a Secretaria de Saúde da Bahia permitiu que os remédios estragassem em seus galpões.

Questionada pela CGU sobre o problema, a pasta estadual não respondeu. O pedido de nota efetuado por esta redação também não foi atendido até o momento desta publicação.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que a responsabilidade pelo armazenamento e controle dos prazos de validade é compartilhada entre a pasta e as secretarias de saúde dos Estados. A compra de medicamentos para o SUS é divida em três grupos (básico, estratégico e especializado). Os R$ 7,1 bilhões gastos em 2016 foram para o componente especializado, que é o dos medicamentos de alto custo.

O ministério não comentou os casos de perda de medicamentos.

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