Nova horta comercial garante sustentabilidade para moradores do Cassange

O Terreiro Ilê Axé Ewa Omin Niré, no bairro de Cassange, recebeu a oficina participativa “Implantação e Gestão de Hortas Urbanas Comerciais em Salvador”, na manhã desta quarta-feira (14). A iniciativa faz parte do Programa de Agroecologia Urbana de Salvador, da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), incentivando o fortalecimento de feiras agroecológicas e a produção com selo local, além da adoção da prática de compostagem em larga escala. 

De acordo com a diretora de Resiliência da Secis, Tainara Ferreira, Salvador está avançando na agenda ambiental, promovendo cada vez mais iniciativas de cunho sustentável. “Além do incentivo das áreas verdes e o avanço ambiental que Salvador vem tendo ultimamente, essa é uma atividade que movimenta a economia da capital baiana, uma vez que a horta possui caráter comercial onde a população pode trabalhar e gerar renda através da venda dos produtos cultivados”, explicou. 

A gestora ressalta ainda a importância de instruir os moradores quanto ao cuidado com a horta. “Estamos aqui hoje para ouvir e capacitar a comunidade para que eles tenham autonomia para cuidar desse espaço. Essa é também uma forma de combater a insegurança alimentar e fazer com que a população compreenda a importância de uma alimentação saudável, incentivando o uso de alimentos naturais e orgânicos”, contou. 

Aprendizado – Durante a apresentação, os participantes puderam aprender sobre os produtos e como gerir uma horta comercial, além de conhecer formas de agricultura orgânica e manejo do solo. A implantação da horta comercial influencia diretamente na qualidade de vida das pessoas, pois garante menos emissão de gases no espaço, além de promover mais uma forma de sustento para inúmeras famílias, combatendo a insegurança alimentar.

Segundo Mãe Diana D’Oxum, sacerdotisa do templo religioso, a implantação de uma horta comercial no local vai beneficiar diretamente as pessoas que vivem na região. “O nosso Ilê já tem o costume de abrir as portas para as pessoas, pois, para além do sagrado, um terreiro também tem a missão de zelar e contribuir para o crescimento da sociedade. Então estamos aqui para apoiar essa iniciativa que vai beneficiar a comunidade local, sobretudo as mulheres”, explicou a ialorixá. 

Adesão – O indivíduo interessado em participar do projeto terá que comprovar a capacitação para manejo da horta. Até o momento, três turmas de agroecologia urbana já foram formadas pela Secis e vão poder atuar. A pasta vai acompanhar todo o processo de adesão para monitorar se a iniciativa será expandida para os demais bairros da capital baiana. Além do Ilê Axé Ewa Omin Niré, a oficina já passou pelo Lar Fabiano de Cristo, em Coutos e pela Vila Anaiti, no Imbuí.

 

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