Soteropolitanas: Filhas de Salvador mostram a importância da mulher na construção do Brasil
Um retrato do olhar de mulheres negras sobre a Salvador Mulher. Essa é a principal abordagem do filme “Soteropolitanas”, um registro documental e poético de 25 minutos que apresenta, através de depoimentos, poemas, imagens e música, a importância da mulher na construção de Salvador, berço do Brasil.
Realização da Lima Comunicação em uma coprodução da Papa Jaca Filmes e Têm Dendê Produções, Soteropolitanas é um filme baseado em um poema escrito pelas mãos de várias mulheres de Salvador, especialmente de mulheres pretas, que estão escrevendo sobre ontem, o hoje e o amanhã que está sendo construído por elas e por muitas outras mulheres.
“Esse filme fala sobre a ideia dessa Salvador Mulher, que pariu tantos talentos e abriga tantos outros. Uma Salvador Mulher que atua e luta para a construção dessa sociedade igualitária e humanitária, sobretudo nesse mês, que é o Julho das Pretas. São temáticas importantes que nos atravessam e reverenciam nossa própria ancestralidade, fala sobre ser mulher nessa sociedade, ser uma mulher preta e a diversidade de existências dessas mulheres. Trata de como nós, mulheres, somos parte da criação e do desenvolvimento dessa de Salvador”, explica Keyti Souza, Produtora Executiva da obra.
A produção é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e faz parte das comemorações pelo 25 de julho, evidenciando, nesta data, as potências das soteropolitanas. “O filme conta com oito protagonistas com diferentes idades e trajetórias dentro dessa cidade e, em meio a representações diversas, faz um chamado para falar sobre o ontem e mostrar como essas mulheres chegaram em Salvador e como chegaram nesse atual momento da história. A partir dessas referências, um poema gera uma reflexão sobre o ponto de vista ao fazer uma saudação às mulheres ancestrais que dão força para as mulheres contemporâneas falarem das suas lutas”, completa a diretora Vânia Lima.
“Salvador é a grande matriarca negra brasileira. Do ventre fértil da Roma Negra é gerada a negritude em toda a sua riqueza e diversidade cultural. Soteropolitanas é uma justa homenagem às várias mulheres negras de Salvador”, define o Gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis.
Soteropolitanas terá exibição nos Espaços Boca de Brasa e Casa do Benin, geridos pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) apoiadores do projeto e ficará disponível nas redes sociais da FGM e do Grupo Têm Dendê.
Confira a programação:
Soteropolitanas – exibições:
– 27/07 QUA, 18h – Casa do Benin (Pelourinho)
– 28/07 QUI, 19h – Espaço Boca de Brasa Cajazeiras
– 29/07 SEX, 15h – Espaço Boca de Brasa Céu de Valéria
– 29/07 SEX, 19h – Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360
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