Luís Eduardo Magalhães será a ”capital do agronegócio na Bahia” afirmou Ângelo Coronel

FOTO: REPRODUÇÃO

 

O município de Luís Eduardo Magalhães, localizado no Oeste baiano e distante 950 quilômetros de Salvador, deverá ganhar o título de “Capital do Agronegócio no Estado da Bahia”. A proposta é do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Angelo Coronel (PSD), que apresentou projeto de lei à Mesa Diretora da Casa, na manhã desta quinta-feira (8).

O Chefe do Legislativo estadual exalta a relevante participação do setor agropecuário da cidade na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Luís Eduardo Magalhães tem o oitavo (8º) maior PIB da Bahia, estimado em aproximadamente R$ 3,37 bilhões, conforme dados medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Superintendência de Estudos Econômicos da Bahia (SEI).

O parlamentar ressalta que o município responde pela geração de produtos de alto valor para o consumo interno e às exportações da Bahia. Destaque para frutas como o mamão, abacaxi, laranja, goiaba, limão, melancia, além de grãos como o sorgo, soja e feijão, sem contar a forte participação da pecuária, com a criação de ovinos, bovinos, suínos, caprinos, equinos e galináceos.

Angelo Coronel enfatiza que a pujança do agronegócio local impacta positivamente na vida da população, como pode ser observado no nível de qualidade de vida de seus habitantes, através da oferta em áreas como educação, saúde e renda, mediados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Ainda de acordo o IBGE, o IDH de Luís Eduardo Magalhães, que fica no Território de Identidade Bacia do Rio Grande, saltou de 0,547 para 0,716 entre os anos de 2000 e 2010. O ganho médio dos trabalhadores formais é da ordem de dois salários mínimos (IBGE/SEI/2014).

A força dessas atividades acaba por dinamizar outros setores da economia, entende o autor do projeto. Em 2013, o município já contava com cerca de 1.400 empresas, alocadas nos setores agropecuário, de extração vegetal, terciário, industrial e comércio e serviços da economia.

A proposta de Coronel, na justificativa, avoca ainda a formação do patrimônio cultural brasileiro, constituído de bens de natureza material e imaterial, que também leva em consideração o “modo de criar, fazer, produzir e viver de um povo”.

Para o presidente, essas características conferem sentido à fixação de datas comemorativas ou a concessão de títulos de alto significado, através de lei, como forma de reconhecimento real e simbólico para a preservação desse patrimônio, bem como de sua identidade, memória e cultura.

 

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