Conselho Municipal LGBT+ promove roda de conversa e mutirão de saúde

O Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (CMLGBT+) vai promover, neste mês, duas atividades gratuitas para o público. “Família, transição, empoderamento, resiliência e respeito” é o tema da roda de conversa que acontece no próximo dia 24, das 14 às 18 horas, no auditório da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), na Rua das Vassouras, 1, Centro.

 

O evento, que integra a programação da Prefeitura para o Mês da Visibilidade Trans e Travesti, vai contar com a participação de Edimáire Barros, mãe de Leila Barros, que é uma mulher trans; Jean Ravir, que lidera um coletivo de homens trans da Ufba; Leo Kret, ouvidora da Secretaria Municipal da Reparação (Semur); do cantor Seu Vérciah e da ativista pelo direito das mulheres trans, Milena Passos. A ação faz parte do Programa de Combate à LGBTfobia Institucional da Prefeitura de Salvador.

 

"Trata-se de uma formação voltada para os servidores municipais. Serão discutidas as relações de famílias que têm pessoas trans em sua configuração, o processo de transição de pessoas cis para pessoas trans e os desafios para que essas pessoas sejam inseridas enquanto cidadãs plenas na sociedade, com respeito aos seus direitos, assegurados pela Constituição”, explica Marcelo Cerqueira, coordenador de políticas e promoção da cidadania LGBT+ da Semur.

 

Mutirão de saúde – Para marcar o Dia da Visibilidade Trans e Travesti, comemorado em 29 de janeiro, o CMLGBT+ realizará o Mutirão de Saúde LGBT+. A ação acontece na terça-feira (31), das 14 às 17 horas, no Observatório da Discriminação Racial e LGBT+, localizado na Rua Carlos Gomes, 31, Dois de Julho.

 

“Na ocasião, serão disponibilizados os serviços de emissão de Cartão do SUS com nome social, atualização das vacinas do calendário adulto, a exemplo de hepatites e tétano, além de testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), agendamento de consulta para a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), primeira escuta para inserção no SUS, consulta com médico clínico e tratamento de menstruação humanizada.

 

De acordo com Cerqueira, o objetivo é democratizar o acesso aos serviços de saúde para pessoas trans e travestis. “É um público que, muitas vezes, têm o receio justificado de procurar uma unidade de saúde, mesmo precisando, por conta da transfobia”, destaca.

 

O atendimento será realizado por demanda aberta e a expectativa é beneficiar cerca de 80 pessoas. Os interessados devem fazer o agendamento através do número (71) 3202-2750.

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