Alckmin quer usar inserções na TV para atacar Bolsonaro

FOTO: REPRODUÇÃO
Os estrategistas da campanha do ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB nas eleições 2018, decidiram poupar o tucano e usar os seus comerciais de 30 segundos no horário eleitoral no rádio e na TV para tentar “desconstruir” a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). A ideia é utilizar locutores em off, entrevistas antigas e efeitos gráficos nessa tarefa. Com isso, consideram, a imagem de Alckmin seria preservada.
A avaliação no PSDB é de que o candidato do PT estará no segundo turno. Nesse cenário, o candidato do PSL é apontado como o principal adversário na disputa pela segunda vaga. A campanha de Alckmin pretende usar boa parte das 12 inserções diárias a que ele tem direito no rádio e na TV para apontar contradições de Bolsonaro em sua trajetória.
Durante a preparação para o debate da TV Bandeirantes com os presidenciáveis na quinta-feira, 9, auxiliares e aliados de Alckmin estavam divididos sobre a melhor estratégia no primeiro confronto direto da campanha. A maior parte do entorno do ex-governador defendia um embate direto com Bolsonaro logo na largada, mas o tucano resistia à ideia. Fiel ao seu estilo, Alckmin testou todas as opções, mas deixou no ar qual seria sua escolha. Quando teve a palavra ao vivo, surpreendeu ao optar por acionar a ex-ministra Marina Silva, presidenciável da Rede. A escolha se repetiu em outras duas ocasiões. Esse episódio ilustra um dilema tático sobre a melhor forma de enfrentar o deputado do PSL, que tem direito a apenas um comercial a cada três dias.
Há quatro anos, a então presidente Dilma Rousseff usou seu poder de fogo na campanha à reeleição (a petista tinha a maior fatia do tempo de TV) contra Marina, então no PSB. A estratégia beneficiou o senador Aécio Neves (PSDB), que correu por fora e chegou ao segundo turno da disputa. A discussão agora no entorno de Alckmin é sobre o tipo de munição a ser usada contra Bolsonaro. Parte de seus auxiliares avalia que seria um erro explorar suas posições polêmicas sobre ditadura militar, aborto, quilombolas e o grupo LGBT. A leitura é de que isso não cola nele, com exceção das mulheres. Como as falas consideradas misóginas de Bolsonaro causam forte impacto no eleitorado feminino, esse caminho será explorado na TV. A melhor forma de “desconstruir” Bolsonaro, disse um estrategista de Alckmin, é apelar para suas contradições, “deslizes éticos” (como receber auxílio-moradia tendo imóvel próprio) e falas ofensivas às mulheres.
Estadão
Outras notícias
Vereadores de Salvador vestem a camisa "Diga NÃO ao Feminicídio"
24 de Março de 2026
Casa das Histórias de Salvador está com programação especial em comemoração ao aniversário da cidade
24 de Março de 2026
Investigado por tentativa de homicídio em Araci é preso pela Polícia Civil em Salvador
24 de Março de 2026
UPA Brotas reforça segurança do atendimento com rotina diária de alinhamento entre equipes
24 de Março de 2026
BBB 26: enquete indica possível saída de Juliano Floss no Paredão
24 de Março de 2026
Do amor à indecisão 09 de Março de 2018
TJBA lança app para vítimas pedirem medida protetiva, nesta segunda-feira 09 de Março de 2026
TSE mantém multa contra campanha de Bolsonaro por fake news 21 de Junho de 2023
BBB 26: enquete indica possível saída de Juliano Floss no Paredão 24 de Março de 2026