Por unanimidade, STF mantém afastamento do deputado federal Eduardo Cunha

A maioria referendou a liminar de Zavascki e concordou que Cunha não tem condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara. Segundo o relator, o parlamentar atua com desvio de finalidade para promover interesses espúrios. Zavascki citou casos envolvendo a CPI da Petrobras e o processo a que Cunha responde no Conselho de Ética da Câmara, nos quais o deputado é acusado de usar requerimentos apresentados por aliados para se beneficiar.

Em seu voto, Cármen Lúcia destacou que o Supremo resguardou na decisão os princípios e regras que devem ser aplicadas na Câmara dos Deputados. "A imunidade referente ao cargo e aqueles que o detém não pode ser concluída, em nenhum momento, por impunidade ou possibilidade de vir a ser. Afinal, a imunidade é uma garantia. O que a República não comporta é privilégios", disse.

Para o ministro Marco Aurélio, as acusações contra Cunha justificaram a medida excepcional da Corte. “Os indícios, as práticas implementadas estariam a direcionar uma iniciativa não drástica, porque é uma medida cauteladora prevista e implementou o afastamento em pleno exercício do mandato”.

Celso de Mello disse que as acusações contra Eduardo Cunha mostram que a corrupção foi impregnada no Estado e se caracteriza como uma conduta endêmica. “As práticas ilícitas perpetradas por referidos agentes, entre os quais figura o senhor presidente da Câmara dos Deputados, teria um só objetivo, o de viabilizar a captura das instituições governamentais por uma determinada organização criminosa, constituída para dominar os mecanismos de ação governamental em detrimento do interesse público,” argumentou.

Em seu voto, Lewandowski rebateu críticas sobre a suposta demora do Supremo em julgar o pedido de afastamento de Cunha, protocolado em dezembro do ano passado pela Procuradoria-Geral da República. Segundo o presidente, o Judiciário é atento aos acontecimentos, mas a prestação jurisdicional é feita no devido tempo. "É preciso ressaltar que o tempo do Judiciário não é o tempo da política e nem é o tempo da mídia. Nós temos ritos, temos procedimentos, temos prazos que devemos observar", disse.

Acompanharam o relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente, Ricardo Lewandowski.

 

Da Redação|Bahia25Horas

Outras notícias

POLÍTICA

PL na Bahia garante recarga de carro elétrico em garagens de condomínios

30 de Janeiro de 2026

CIDADE

Festa de Iemanjá 2026 terá esquema especial de segurança em Salvador

30 de Janeiro de 2026

POLÍTICA

Banco Social Cardinalense é enaltecido durante Encontro Nacional de Prefeitos em Brasília

29 de Janeiro de 2026

Iniciativa municipal é reconhecida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa

SAÚDE

CCZ Salvador intensifica inspeções e ações de controle ao Aedes para a Festa de Iemanjá 2026

29 de Janeiro de 2026

CULTURA

Veja os detalhes da programação da 1ª Lavagem do Ceasinha, no Rio Vermelho

29 de Janeiro de 2026

Ver mais

Do amor à indecisão 09 de Março de 2018

TSE mantém multa contra campanha de Bolsonaro por fake news 21 de Junho de 2023

Advogado de Lula pede que juiz reconsidere acesso a sistema da Odebrecht 05 de Setembro de 2019

Liz no Carnaval? Leo Santana e Lore Improta falam sobre primeira vez da filha na folia de Salvador 29 de Janeiro de 2026

Autora de Bridgerton está confirmada na Bienal do Livro Bahia 2026 28 de Janeiro de 2026