Governo recua e revoga parte do aumento do IOF; veja mudanças
Menos de seis horas após publicar um decreto com a elevação e a padronização de diversas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal voltou atrás e revogou parte do aumento do IOF. As aplicações de fundos nacionais no exterior permanecerão isentas, e as remessas de pessoas físicas ao exterior destinadas a investimentos continuarão sendo tributadas com alíquota de 1,1% por operação.
Parte do aumento do IOF é descartado. Foto: Diogo Zacarias/MF/Divulgação
O anúncio da reversão parcial foi feito pelo Ministério da Fazenda na noite de quinta-feira (22), por meio de uma série de postagens na rede social X. A pasta informou que a mudança foi decidida “após diálogo e avaliação técnica”.
“Este é um ajuste na medida – feito com equilíbrio, ouvindo o país e corrigindo rumos sempre que necessário”, publicou o ministério.
Em nota publicada na rede social, o órgão acrescentou: “O Ministério da Fazenda informa que, após diálogo e avaliação técnica, será restaurada a redação do inciso III do art. 15-B do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, que previa a alíquota zero de IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior.”
Sobre a manutenção da alíquota de 1,1% para remessas de pessoas físicas com finalidade de investimento, a Fazenda informou que incluirá um esclarecimento no novo decreto. Até o momento, o governo não informou se publicará uma edição extra do Diário Oficial da União nem detalhou o impacto fiscal da medida sobre a arrecadação.
O decreto revogado fazia parte de um pacote anunciado para reforçar o caixa federal, com estimativa de arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. As mudanças incluíam aumentos nas alíquotas do IOF sobre operações de crédito para empresas, inclusive micro e pequenas inscritas no Simples Nacional.
A decisão de reverter parte do decreto foi tomada após uma reunião de emergência realizada no Palácio do Planalto, também na noite de quinta-feira, em resposta às críticas do mercado financeiro. A reunião não contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que viajou a São Paulo após anunciar, mais cedo, o congelamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025.
A repercussão das medidas provocou instabilidade no mercado financeiro. Após o anúncio, feito depois do fechamento do mercado de câmbio e nos minutos finais de negociação da bolsa, o dólar comercial inverteu a queda registrada ao longo do dia e subiu de R$ 5,59 para R$ 5,66. A bolsa, que chegou a subir 0,69%, fechou com queda de 0,44%.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Outras notícias
Projeto de lei cria selo “Salvador Sem Desperdício” para incentivar redução do descarte de alimentos na capital
17 de Março de 2026
Hemoba reforça atendimento nas unidades móveis de coleta
17 de Março de 2026
Com novo nome, feira de crochê e macramê acontece em shopping de Salvador até o dia 28 de março
17 de Março de 2026
Tribunal de Justiça da Bahia promove leilão online com móveis e eletrônicos a partir de R$ 230
17 de Março de 2026
Gil do Vigor rebate ex-MasterChef após comentário considerado homofóbico; veja o caso
17 de Março de 2026
Do amor à indecisão 09 de Março de 2018
TJBA lança app para vítimas pedirem medida protetiva, nesta segunda-feira 09 de Março de 2026
TSE mantém multa contra campanha de Bolsonaro por fake news 21 de Junho de 2023
Gil do Vigor rebate ex-MasterChef após comentário considerado homofóbico; veja o caso 17 de Março de 2026